158 países participaram do Dia Mundial da Limpeza, para alertar a população sobre o descarte correto

Quarenta e seis toneladas de lixo foram retiradas de oito pontos de Cuiabá e da região do Pantanal Mato-grossense nesse domingo (23), durante o Dia Mundial da Limpeza.

No montante, estão desde papel de bala até sofá e eletrodomésticos. Tudo descartado sem nenhum critério por moradores da cidade.

Apenas em Cuiabá foram 15 toneladas, sendo que os maiores acúmulos estão nos pontos tomados por moradores de rua, como Morro da Luz, Porto e embaixo dos viadutos da Fernando Correa da Costa.

Viaduto de acesso à Universidade Federal de Mato Grosso é um dos pontos de acúmulo. (Foto: ITEEC Brasil)

O diretor da Teoria Verde, Jean Peliciari, diz que nesses pontos existe a mistura dos problemas educacionais e sociais.

Como as pessoas vivem no local, jogam os resíduos em qualquer lugar e também recolhem sacos de lixo das casas e estabelecimentos comerciais, rasgam e vasculham em busca de comida ou algo de valor para ser vendido.

Resultado: os restos ficam espalhados e aumenta ainda mais a quantidade de sujeira.

Sem educação

Peliciari explica que além desses espaços específicos, no restante da cidade o maior obstáculo é a falta de educação. As pessoas jogam garrafas através da janela dos carros e embalagens plásticas no meio da rua.

 

 

 

 

 

 

 

 

E, quando são surpreendidos, dizem: eu pago imposto, eu jogo para dar emprego para o gari ou deixa aí que alguém pega para reciclagem.

“Muitos não entendem o tamanho da ignorância. Quando a cidade gasta muito imposto com limpeza das ruas, falta para outras atividades e até mesmo para investimentos”.

Conforme o diretor, a população deve considerar ainda questões como o entupimento dos bueiros e a degradação ambiental dos rios, bem como o impacto no Pantanal.

Apenas em um dia, os voluntários retiraram 40 toneladas da região, sendo 30 toneladas em Barão de Melgaço e 10 em Porto Jofre.

Na avenida Fernando Correa, voluntários limparam até mesmo os bueiros. (Foto: ITEEC Brasil)

Crianças são o futuro

Construir fiscais nos lares é uma das estratégias dos envolvidos na ação.

Valteir Vieira Cabral – do Instituto Técnico de Educação, Esportes e Cidadania (Iteec Brasil) – diz que nada melhor do que educar as crianças para se conseguir resultados.

O Iteec atua na região do Coxipó e conseguiu levar cerca de 1,2 mil crianças para a ação de coleta de lixo. Elas passaram previamente por capacitação e, em algumas comunidades, surpreenderam.

Crianças passaram por aulas de educação ambiental nas escolas antes de participarem da ação. (Foto: ITEEC Brasil)

No bairro Jardim dos Ipês, por exemplo, os próprios alunos de uma escola municipal, com crianças até 10 anos, sugeriram ações de conscientização na comunidade.

E eles mesmos querem ser os agentes, em um formato de aula de campo.

“Eles absorvem a informação muito rapidamente. Levam para casa e cobram dos pais a mudança de comportamento”.

Dia Mundial da limpeza

É uma ação mundial que visa a trazer conscientização das pessoas sobre o descarte correto do lixo e os impactos dele no meio ambiente.

A primeira mobilização foi na Estônia em 2008 e, atualmente, mais de 150 países participam do grande dia da faxina.

Em Cuiabá, este ano, houve a participação de 1 mil voluntários em 8 pontos, além de escolas e no Pantanal.

Todo material recolhido será encaminhado para cooperativa de catadores de lixo.

Fonte: Sitio O Livre

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